Mil dias de guerra na Ucrânia, quase 200 apelos lançados por uma terra por ele definida em diversas ocasiões como “martirizada”. Não um cansativo epíteto, mas a preocupação constante para que o mundo não desvie o olhar diante do suplício a que foi submetido o povo ucraniano a partir de 24 de fevereiro de 2022.

A estes apelos, repetidos em cada Angelus, Regina Caeli ou Audiência Geral, Francisco acrescenta outro lançado nesta terça-feira, 19, em suas contas no “X” – @Pontifex, em nove idiomas:

“A guerra é sempre uma derrota. Peço mais uma vez que se ponha fim à loucura da violência e de um comprometimento por uma paz justa e duradoura. Rezemos pela população ucraniana”, escreveu.

O Papa apela a um compromisso diplomático e político face ao recrudescimento do conflito. Depois de mil dias, de fato, se recomeça, a partir dos mísseis: aqueles balísticos russos, mais de 200, que destruíram infraestruturas e mataram civis, incluindo menores, nas últimas horas, e aqueles ucranianos fornecidos pelos Estados Unidos e que dirigiram-se para o interior da Rússia. Após a autorização de domingo do presidente dos EUA, Joe Biden, que deixará o cargo dentro de poucas semanas.

 

 

Fonte: Canção Nova

Foto: Reuters