Neste sábado, 19, a Igreja recorda os 10 anos de beatificação de Paulo VI, Papa que realizou feitos importantes para a Igreja, entre eles o início do Sínodo dos Bispos, a instituição do Dia Mundial da Paz e a publicação de diversas encíclicas. Por tratar de temas importantes para o seu tempo e evangelizar os cinco continentes, foi chamado pelo Papa Francisco, em 2018, de “Papa da modernidade”.

Em 19 de outubro de 2014, no encerramento da 3ª Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família, Papa Francisco beatificou Paulo VI, o exaltando como “apóstolo incansável”. Quatro anos mais tarde, em 2018, na Praça São Pedro, o beato Paulo VI foi canonizado, também por Francisco.

A beatificação de Paulo VI foi aprovada graças ao milagre da cura de um bebê nos EUA, em 2001, que foi diagnosticado com um grave problema cerebral. Os médicos aconselharam o aborto, mas a mãe recusou, pedindo a intercessão de Paulo VI. Meses depois, a criança nasceu sem a doença, fato considerado extraordinário pelos médicos.

“Esse milagre está intimamente relacionado ao Papa Paulo VI, grande defensor da vida. Em sua encíclica Humanae Vitae, ele reafirmou uma verdade indiscutível da Igreja: a vida começa com a concepção e não pode ser interrompida por ação humana”, afirma padre Elenildo.

A carta encíclica Humanae Vitae foi publicada em 1968 e trata sobre a regulação da natalidade em um período no qual a pílula anticoncepcional começava a ser comercializada no mundo. O sacerdote recorda que neste documento, o Santo Padre reafirmou que todos os métodos contraceptivos são moralmente contrários à moral católica e ratificou os dois significados do ato sexual dos casados: unitivo e procriativo. “Quem se casa deve estar aberto à vida e, portanto, não pode utilizar contraceptivos para evitar a gravidez”, relembra o sacerdote, frisando que “os pais devem acolher os filhos, como reza o salmista: ‘Os filhos são herança do Senhor, e os frutos do ventre, uma recompensa’ (Sl 127,3)”.

 

Fonte: Canção Nova

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